Coordenado pela Dra. Solange Travassos, O Meu Diabetes é um evento que irá levar aos pacientes e familiares muitos esclarecimentos sobre as questões que envolvem a doença e o seu tratamento.

O objetivo é trocar ideias para que seja possível compreender melhor o diabetes de uma forma natural e encontrar uma melhor qualidade de vida. Em um formato bate-papo, experiências, exercícios etc os participantes terão a oportunidade de conversar e tirar muitas dúvidas. Entre eles, a alimentação, atividade física e monitorização.

O tipo mais comum é o diabetes tipo 2 e as dúvidas são muitas. Ele é menos grave? Os cuidados são iguais ao do diabetes tipo 1? Cada situação requer aprendizado.

O organismo também não produz insulina suficiente para controlar a glicemia ou é incapaz de usá-la de forma eficiente. Ele afeta, em sua maioria, adultos. Mas, o diagnóstico entre os jovens vem crescendo por causa da associação com a obesidade.

Para saber um pouco mais sobre o diabetes tipo 2 veja a lista de 10 coisas sobre a doença:

  1. O número de casos de diabetes tipo 2 (DM2) vem aumentando, nas últimas décadas, em decorrência do aumento do sedentarismo e piora dos hábitos alimentares. Eles caracterizam a vida urbana moderna, levando a consequentes excesso de peso e obesidade.

 

  1. O DM2 manifesta-se apenas em pessoas geneticamente susceptíveis, de modo que ter familiares com diabetes já é um fator de risco para desenvolver a doença.

 

  1. O diagnóstico de diabetes é feito utilizando valores de glicemia de jejum (maior ou igual a 126 mg/dl em duas ocasiões) ou após a ingestão de uma quantidade específica de glicose (colhendo-se a glicemia 2 horas depois com valor maior ou igual a 200 mg/dl).

 

  1. Em glicemia aleatória, colhida em qualquer momento, um valor maior ou igual a 200 mg/dl, na presença dos sintomas clássicos, também confere o diagnóstico de diabetes.

 

  1. O desenvolvimento do DM2 ocorre ao longo de anos. Pessoas com valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl e/ou entre 140 e 199 mg/dl são diagnosticadas com pré-diabetes. Estes valores já não são mais normais, porém não são tão elevados para classificar o indivíduo como diabético.

 

  1. Quem tem pré-diabetes não apresenta os sintomas clássicos de diabetes: aumento da sede, do volume urinário e perda não explicada de peso. No entanto, já possui mais chances de apresentar problemas graves de saúde como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

 

  1. As mudanças de estilo de vida são o primeiro passo para redução do peso corporal e controle dos valores da glicemia. Reduzir as atividades sedentárias e aumentar a atividade física programada (tais como caminhada, corrida, natação) ou espontânea (por exemplo, subir escadas, não utilizar o carro para percorrer pequenas distâncias) é fundamental.

 

  1. A mudança na alimentação não deve ser realizada utilizando como base dietas da moda. É necessário reduzir a ingestão calórica, o consumo de carnes gordas e embutidos, aumentar o consumo de fibras, com o aumento de grãos integrais, leguminosas, hortaliças e frutas e limitar a ingestão de bebidas e comidas açucaradas.

 

  1. Embora haja evidência de uma relação entre bactérias intestinais e obesidade com suas alterações metabólicas, até o momento não há nada conclusivo para se recomendar mudanças alimentares baseadas nestes achados.

 

  1. O DM2 é caracterizado por uma combinação de resistência à ação da insulina e deficiência na produção deste hormônio, além de alterações na resposta incretínica intestinal. O DM2 é o tipo mais comum de diabetes, correspondendo a 95% dos casos no mundo.

 

O Meu Diabetes acontece no dia 25 de agosto, no Prodigy Hotel Santos Dumont, no Rio de Janeiro. As inscrições devem ser feitas no site www.omeudiabetes.com.br.

 

Fontes: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)